João Fonseca é eliminado do Roland Garros após derrota para Jack Draper na terceira rodada

João Fonseca é eliminado do Roland Garros após derrota para Jack Draper na terceira rodada

Brasileiro se despede de Paris diante da experiência de Draper

O sonho de João Fonseca em Roland Garros teve um capítulo intenso e emocionante, mesmo sem final feliz para o lado brasileiro. Aos 18 anos, Fonseca enfrentou o britânico Jack Draper, número 5 do mundo, e viu sua jornada no saibro de Paris chegar ao fim em uma partida marcada pelo domínio do adversário. Draper venceu com parciais de 6-2, 6-4 e 6-2, mostrando toda a experiência e consistência que o colocam entre os principais nomes do circuito atualmente.

No lendário Court Suzanne-Lenglen, Fonseca até tentou corresponder à pressão de jogar diante de uma arquibancada cheia em seu maior desafio em Grand Slam até agora. Durante a partida, Draper foi quase impecável no saque: perdeu apenas três pontos no primeiro serviço, mostrando por que vem avançando rapidamente no ranking mundial. O brasileiro, que buscava impor seu ritmo e explorar a ousadia característica de quem ainda tem muito a conquistar, acabou sucumbindo à regularidade do britânico nos principais pontos do jogo.

Esse foi apenas o segundo encontro entre os dois tenistas – Draper também levou a melhor sobre Fonseca na primeira rodada de Indian Wells, quando venceu por 6-4 e 6-0. O retrospecto mostra que o britânico soube impor seu arsenal, especialmente nos momentos decisivos, enquanto Fonseca, apesar de sua garra e coragem, ainda sente a diferença de experiência diante dos nomes mais estabelecidos da elite do tênis.

A emoção das arquibancadas e as marcas pessoais de Fonseca

A emoção das arquibancadas e as marcas pessoais de Fonseca

Para Fonseca, a passagem por Roland Garros foi recheada de significado pessoal. Jogar no palco dos maiores com 18 anos já é um feito e tanto, mas a experiência ganhou tons ainda mais marcantes quando ele viu sua avó se emocionar nas arquibancadas ao vê-lo entrar na quadra – um símbolo de como a presença e o apoio da família pesam nesses momentos. Para completar, o jogo aconteceu justamente no aniversário de sua mãe, um detalhe que Fonseca não esqueceu e fez questão de destacar após a partida. "Foi especial. Um sonho realizado de certa forma, mesmo com a derrota", comentou o jovem atleta.

Mesmo despedindo-se do torneio, Fonseca sai de Paris com visibilidade e respeito de quem acompanhou sua campanha. Ele já havia entrado para a história ao chegar à terceira rodada em sua estreia completa no Roland Garros, superando adversários e lidando com a pressão de representar o Brasil em um cenário onde nomes como Gustavo Kuerten fizeram história.

Jack Draper, agora embalado pela atuação sólida, terá pela frente Alexander Bublik ou Henrique Rocha na próxima rodada. Caso avance, já se desenha uma possível disputa acirrada contra o número 1 do mundo, Jannik Sinner, por uma vaga nas quartas de final – um cenário que promete grandes emoções para quem acompanha o Grand Slam francês.

Fonseca, por sua vez, volta para casa levando não apenas experiência, mas a certeza de que o caminho está aberto para voos ainda maiores. O jovem brasileiro já provou ter talento e carisma suficientes para sonhar alto nas próximas temporadas do tênis mundial.

15 Comentários

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    Leonardo Melo

    junho 3, 2025 AT 02:38
    Fonseca deu o máximo, mano! 18 anos e já na terceira rodada do Roland Garros? Isso é futuro do tênis brasileiro direto. Vai crescer ainda mais, confia.
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    Lima Caz

    junho 3, 2025 AT 15:24
    É impressionante como ele manteve a dignidade mesmo na derrota. A presença da avó e o detalhe do aniversário da mãe... isso transcende o esporte. Parabéns João por representar o Brasil com tanta emoção
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    Mateus Lopes

    junho 4, 2025 AT 07:56
    Draper é um monstro, sem dúvida. Mas o que mais me toca é que Fonseca não só jogou bem, como fez questão de agradecer a família. Isso é caráter. Muitos jogadores só pensam em trophy, ele pensou em quem o sustentou.
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    Carolina Gandara

    junho 4, 2025 AT 18:29
    Será que ele realmente tem talento ou só foi sorteado para uma rodada fácil antes? Ainda lembro do caso do Rafael que caiu na primeira rodada depois de ser hypeado como o novo Kuerten...
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    Danilo Carvalho

    junho 6, 2025 AT 14:16
    Nem foi tão ruim assim, o Draper é top 5, mas o Fonseca ta no nivel do Bublik, que ta no top 100. Acho que ele ta subindo rapido, mas ainda ta longe de ser top 50, calma ai pessoal.
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    thiago maeda

    junho 7, 2025 AT 00:21
    Fonseca jogou com a alma, mas o saque do Draper foi tipo um laser de sci-fi. Tinha 98% de eficiência no primeiro saque... isso é treino, não sorte. O Brasil precisa de mais estrutura, não só de garotos com garra.
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    amarildo gazov

    junho 8, 2025 AT 04:59
    A performance de João Fonseca, embora tecnicamente inferior à do adversário, demonstrou uma maturidade psicológica notável, especialmente considerando sua juventude e o contexto competitivo de um Grand Slam. A consistência do serviço de Draper, aliada à sua capacidade de controlar o ritmo, foi um fator decisivo; contudo, a resiliência emocional de Fonseca - manifestada em sua postura pós-jogo e na menção à família - transcende os números estatísticos, apontando para um perfil de atleta de longo prazo.
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    Pablo de Carvalho

    junho 8, 2025 AT 08:02
    Draper não é bom, ele é um produto da WTA. Tudo isso é montado por patrocinadores, o tênis virou um reality show. Eles escolhem quem vai brilhar, e o Fonseca? Ele é só um figurante na narrativa deles. A avó chorando? Tudo planejado. O aniversário da mãe? Coincidência? Sério?
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    LEONARDO NASCIMENTO

    junho 8, 2025 AT 18:49
    Ah, sim... mais um jovem brasileiro sendo esmagado pelo sistema. Draper não é um jogador, é um símbolo do imperialismo tênis europeu. Aquele saque perfeito? Claro, ele tem acesso a cientistas de biomecânica, nutricionistas de elite, e um time de psicólogos que fazem o Fonseca parecer um garoto da praia. E a avó? Ela não está lá por amor - está lá porque alguém pagou para ela aparecer na câmera. Isso é triste. Isso é o esporte sendo vendido como drama.
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    Zezinho souza

    junho 10, 2025 AT 15:54
    Fonseca jogou bonito. Não foi o resultado, mas vi o esforço. Isso já vale.
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    Juliana Takahashi

    junho 11, 2025 AT 11:18
    A derrota de Fonseca não é um fracasso, mas uma manifestação da condição humana no esporte: a luta contra a inevitabilidade da superioridade técnica. Draper representa o ápice da evolução atlética moderna; Fonseca, o potencial não ainda realizado. A beleza está na contraposição - não na vitória, mas na coragem de entrar na arena sabendo que o peso do mundo está sobre os ombros.
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    Alicia Melo

    junho 12, 2025 AT 07:44
    Se ele é tão bom, por que não venceu um set? E por que o brasileiro sempre cai no segundo Grand Slam? Será que é falta de mentalidade? Ou só não temos ninguém que realmente treina direito?
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    Camila Ferreira da Costa

    junho 14, 2025 AT 01:14
    Acho que o mais importante foi ele ter mostrado que pode estar lá. O resto vem com o tempo. O tênis é assim, um passo de cada vez.
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    Letícia Lima

    junho 15, 2025 AT 16:45
    Fonseca tá no caminho certo, mas o Brasil ainda tá no modo ‘torce e espera’. Ninguém tá investindo em academia de saibro decente, ninguém tá ensinando a lidar com pressão. Ele tá sozinho. E isso é triste. A gente ama, mas não apoia.
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    Mateus Lopes

    junho 17, 2025 AT 09:29
    Ela tem razão. O Brasil só vibra quando ganha. Quando perde, vira ‘não tem estrutura’. Mas e se o problema for que a gente nunca ensinou o garoto a lidar com o silêncio depois da derrota? O que ele vai fazer daqui pra frente? Ninguém tá falando disso.

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